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A Última Entrevista de José Saramago


capa A Última Entrevista de José Saramago

José Rodrigues dos Santos
ISBN: 978-85-62851-61-2
Edição: 1
Ano: 2010
Formato: 14 x 17 - Brochura
Nº de Páginas: 64

Gênero: Entrevistas

R$ 25,00

Opinião. Polêmica. Reflexão.

A ÚLTIMA ENTREVISTA DE JOSÉ SARAMAGO é o resultado de uma conversa entre José Saramago e o premiado jornalista português José Rodrigues dos Santos, oito meses antes de sua morte.

Saramago, um intelectual de personalidade forte, cujas opiniões sempre geraram polêmica, e nos induziram a reflexão, já havia lançado Caim. No momento da entrevista ele estava se recuperando da severa pneumonia, que o lançou às portas da mortes e o fez refletir sobre uma série de assuntos como a sua obra, a literatura, a vida, o mundo e a morte.

Com esse livro, nós temos a rara oportunidade de participar de um bate-papo especial com o escritor que colocou a língua portuguesa no mapa-múndi da literatura universal. Nos sentimos ali, sentados numa poltrona ao lado, só ouvindo.

José Rodrigues dos Santos extrai com sensibilidade, respostas inteligentes e sinceras do grande prêmio Nobel. Um testemunho sobre a sua vida. 

***

"A Última Entrevista de José Saramago" surgiu de uma série de entrevistas feitas pelo jornalista Rodrigues dos Santos para a televisão portuguesa RTP, que deu origem a obra "Conversas com Escritores", publicada em abril deste ano. Além de Saramago, o autor entrevistou outros grandes escritores como: Ian McEwan, Günter Grass, Dan Brown, Isabel Allende, Paulo Coelho e Paul Auster. Em virtude do falecimento do Nobel no dia 18 de Junho, José Rodrigues dos Santos decidiu transformar toda a reportagem com José Saramago em um livro como forma de homenagear a maior referência e o maior expoente da literatura portuguesa de todos os tempos. 

"O livro conta a forma como o Saramago via a literatura e a vida. Essa foi a única entrevista em que ele abordou toda a sua obra do primeiro ao último romance, o que faz do livro um material inédito. Essa publicação é importante porque nos traz os últimos pensamentos do primeiro e único Nobel da nossa língua", afirma Rodrigues dos Santos.

José Saramago (1922-2010) estará sempre vivo através da sua obra, que colocou a língua portuguesa no mapa da literatura universal, ao ser o primeiro autor a ser contemplado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Nesta última entrevista, Saramago descreve a sua carreira, livros, política, vida, morte, além da linguagem e a sua importância. Na obra, ele afirma que o escritor tem que ter a própria voz, mas que uma história bem construída é fundamental. Simples e revelador, o ensaio de José Rodrigues dos Santos ajuda a compreender toda a trajetória vitoriosa do embaixador da língua portuguesa no mundo.

 

Sobre o autor


José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 na colônia portuguesa de Moçambique. Iniciou a carreira de jornalismo em 1981 na Rádio Macau, passou pela BBC e pela CNN, sendo colaborador permanente da última, além de ser apresentador da RTP. Doutorado em Ciências da Comunicação, ele também faz parte do corpo docente da Universidade Nova de Lisboa. Trata-se de um dos mais premiados jornalistas portugueses, contemplado com dois prêmios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros. "A Última Entrevista de José Saramago" é o seu primeiro ensaio publicado no Brasil.

   

Sobre a obra


Frases de José Saramago que estão no livro

  • "Uma história bem construída é indispensável; aquilo tem de estar estruturado, tem de manter-se de pé... Mas nos últimos tempos tornei-me consciente disso: o fundamental é a linguagem";
  • "Creio que os leitores tiveram uma parte importante no fato de eu continuar a escrever. Também é certo que, se continuei a escrever, foi porque, pelo menos penso eu, tinha alguma coisa para dizer";
  • "No fundo, para lhe dar uma imagem, é como se o romance fosse o mar e recebesse água dos seus afluentes, e que esses afluentes fossem, como eu digo, a poesia, o drama, o ensaio, a filosofia, tudo isso";
  • "Eu sabia como acabaria o Caim, sei como acabará o livro que neste momento estou a escrever, e o que costumo dizer é que um romance meu, maior ou pequeno, no fundo cresce como uma árvore";
  • "Vi quatro pontos e, para mim, esses quatro pontos eram muito simplesmente eu. E vim a saber que não eram porque eu estava naquela cama e portanto, eu era aquele" ;
  • "Falamos como quem faz música; toda a fala e toda a música se constrói com sons e pausas. No meu caso, nos meus livros, nem sequer me atreveria a chamar à vírgula e ao ponto sinais de pontuação. Chamo-lhes sinais de pausa: uma pausa breve e uma pausa mais longa – como se fosse música, digamos assim" ;
  • "O romance – de acordo com as transformações por que passou recentemente e continua a passar – deixou de ser um gênero para se transformar num espaço literário";
  • "Agora que eu, ainda que ateu, estou empapado em cristianismo, estou como está você, como está qualquer outra pessoa".



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